Tratamento avc

Entenda Como Funciona o Tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Impressionantes 5 milhões de indivíduos morrem, todos os anos, devido a sequelas ou à falta de tratamento de um AVC. No Brasil, cerca de 100 mil pessoas deixam pais, mães, filhos e demais familiares, anualmente. E cerca de 10% da população mundial são consideradas vítimas em potencial desse transtorno.

Para completar, a OMS (Organização Mundial da Saúde) é categórica ao afirmar que o AVC ainda será, até 2030, uma das quatro causas de mortes no mundo.

Popularmente conhecido como “derrame”, o AVC ou Acidente Vascular Cerebral pode ser definido como a interrupção do fluxo normal de sangue no cérebro, seja por uma anomalia dos vasos, ou pelo seu rompimento, com consequente extravasamento de sangue na região intracraniana.

Existem dois tipos básicos de AVC: o Isquêmico e o Hemorrágico. No Isquêmico, o que ocorre é a interrupção do fluxo sanguíneo, geralmente devido à formação de “trombos” , que dirigem-se até os vasos sanguíneos do cérebro.

Já a hemorrágica, caracteriza-se pelo rompimento de um vaso, com o consequente “derramamento” de sangue na região intracraniana ou “espaço subaracnoideo”.

Fatores de risco

1.Idade

A literatura médica que trata dos casos relacionados à AVCs, é quase unânime ao afirmar que a idade é o principal fator de risco para a sua ocorrência.

Segundo Correia (2004) “Os riscos de sofrer com o transtorno aumentam, exponencialmente, a cada 10 anos após um indivíduo completar 55 anos”.

2.Gênero

Os registros hospitalares de indivíduos sob tratamentos de AVC no mundo, juntamente com estudos realizados pela Associação Americana do Coração, concluíram que a incidência da doença hoje é maior entre as mulheres.

Isso porque elas possuem mais fatores de risco, como: diabetes, problemas cardíacos, enxaquecas, depressão, usam anticoncepcionais, apresentam alterações hormonais, entre outros fatores.

  1. Fatores genéticos

Algo que pode ser decisivo para a prevenção e/ou tratamento de um caso de AVC, é o pleno conhecimento das possíveis causas genéticas que podem estar por trás desse mal.

Estas causas têm a ver, basicamente, com uma possível transmissão dos chamados “fatores poligênicos”, que determinam a fragilidade de um indivíduo diante de determinadas situações de risco.

Mas, além dos citados acima, fatores externos ou “modificáveis”, como: tabagismo, problemas cardíacos, hipertensão, sedentarismo, obesidade, diabetes mellitus, entre outros, também podem levar ao transtorno.

O tratamento do AVC

A palavra de ordem quando se trata da ocorrência de um AVC é: “Urgência no atendimento”. É o que pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte de um indivíduo, além de evitar sequelas, como: paralisia, complicações na fala, coma, entre outras complicações.

tratamento AVC

É necessário atentar para sinais, como:

  • Fraqueza muscular;
  • Formigamento nos membros superiores e inferiores;
  • Alteração facial (sensação de entortamento do rosto);
  • Dificuldade para falar, dor de cabeça súbita e persistente;
  • Vertigem;
  • Vômitos;
  • Náuseas;
  • Outros sintomas semelhantes.

Ao perceber esses sinais, o paciente deverá ser encaminhado o mais rapidamente possível a um posto de emergência; e já na ambulância deverá receber os primeiros socorros.

Através de exames de tomografia e ressonância computadorizada, será possível determinar se se trata de um AVC Isquêmico ou hemorrágico, para que o tratamento seja realizado de acordo com cado caso. Com o avanço da medicina, hoje, o Brasil tem hospitais muito bem conceituados na área neurológica.

No caso de um AVC Isquêmico, deverá ser executada uma trombólise (para eliminação dos coágulos sanguíneos), um cateterismo cerebral, administrados anti-hipertensivos (para o controle da pressão sanguínea), entre outras providências.

Já no caso de AVC Hemorrágico, o controle da pressão arterial deverá ser a prioridade, seguido da introdução de um catéter de oxigênio, acompanhamento dos sinais vitais, controle do sangramento; ou, nos casos mais graves, até mesmo uma cirurgia de emergência para a descompressão intracraniana.

Como prevenir um AVC

Como foi dito acima, fatores genéticos podem estar por trás de uma ocorrência de AVC. No entanto, são os fatores externos os responsáveis por criar as condições que, devido a essa hereditariedade, não podem ser combatidas com a mesma eficácia como são em indivíduos sem essa predisposição.

Logo, a prevenção dependerá, por exemplo, do controle da hipertensão (o principal fator de risco), pois o fluxo de sangue mais rápido compromete as paredes dos vasos, com a sua consequente obstrução ou rompimento; evitar o tabagismo, já que as suas milhares de substâncias químicas engrossam o sangue e obstruem os vasos; e do uso racional de anticoncepcionais, que também favorecem à coagulação.

Além disso, altos níveis de glicose no sangue; problemas cardíacos, que podem levar à formação de coágulos que se dirigem ao cérebro; excesso de colesterol, que obstruem os vasos; entre outros transtornos, tanto podem ocasionar o distúrbio como podem impedir o adequado tratamento do AVC.

Referências Bibliográficas:

https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/protocolos_resumos/neurocirurgia_resumo_avc_TSRS.pdf

http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-3/acidente.pdf

http://repositorio.ipv.pt/bitstream/10400.19/1669/1/COELHO%20Rosa%20Maria%20Alves%20-%20Disserta%C3%A7ao%20mestrado.pdf

https://www.tuasaude.com/tratamento-para-ave-acidente-vascular-encefalico/

http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/14161-saiba-como-evitar-um-avc

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-02/mulheres-correm-mais-riscos-de-sofrer-avc-do-que-homens